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Os dados exibidos são públicos, obtidos de fontes como CVM e Fundamentus. Não constituem recomendação de compra ou venda de ativos financeiros.

Termos de Uso·Privacidade & LGPD·Exclusão de Dados

Dúvidas regulatórias: CVM · ANBIMA · B3

v0.1.138

Educação · sem decoreba

Glossário

Toda sigla difícil do site, explicada como um amigo te explicaria, não como o gerente te enrola na agência. Você não precisa decorar nada. Travou numa palavra? Joga ela na busca ou passeia pelas categorias. Cada verbete diz o que é, por que isso muda a sua vida de investidor, e onde o número prega peça.

65 termos traduzidos · 6 categorias · é só digitar

Como a nota nasce

  • Mede o que a empresa entregou. São resultados que já aconteceram, tirados dos balanços. Não é promessa, não é chute pro futuro, não é aquele “superou as expectativas” do noticiário: é o que a empresa fez de verdade, com o dinheiro na mão.
  • Nove dimensões, uma nota de 0 a 10. Rentabilidade, saúde financeira, valuation, crescimento, dividendos e mais, ponderadas num número só, com o porquê de cada uma exposto.
  • Fontes públicas. Demonstrações entregues à CVM e preços da B3, com histórico desde 2020. Nada de caixa-preta.
  • Atualizada a cada balanço. Saiu um novo resultado trimestral, a nota é recalculada.

Tudo aqui é gerado por inteligência artificial, sem revisão humana, e tem fim educacional. Não constitui recomendação de compra ou venda.

26IndicadoresOs termômetros do negócio: dizem se a empresa é saudável e se a ação está cara ou barata.9Dimensões econômicasAs notas parciais que, somadas com peso, viram a Nota única de 0 a 10.9Agentes de análiseO que cada agente de IA investiga na página da empresa.7B3 e mercadoA bolsa brasileira, os órgãos e os termos do dia a dia.7Ações e renda variávelO básico de ser sócio de uma empresa pela bolsa.7Como lemos & outrosComo a plataforma calcula e exibe as coisas.
IndicadoresDimensões econômicasAgentes de análiseB3 e mercadoAções e renda variávelComo lemos & outros

Indicadores

· 26

Os termômetros do negócio: dizem se a empresa é saudável e se a ação está cara ou barata.

ROE · Retorno para o AcionistaDe cada R$100 que os sócios deixaram na empresa, quanto ela devolve de lucro por ano. É o “salário” do seu dinheiro lá dentro.Bom: ≥ 15%▶

Por que importa

É o jeito mais direto de ver se a empresa multiplica bem o dinheiro do dono. ROE alto e constante é sinal de máquina de fazer dinheiro.

Como ler

Pense numa régua: 8% é fraco, 12% é ok, 28% é excelente. Acima de 15% por vários anos seguidos é o que separa as boas. Vale ser alto E constante, não um pico isolado.

Cuidado

Pode ser inflado por dívida — empresa cheia de dívida parece brilhante e é frágil. Por isso olhamos sempre junto com o endividamento. ROE acima de 40% costuma ser distorção contábil, não talento.

ROIC · Eficiência do CapitalA empresa trabalha com dinheiro de dois bolsos: o dos donos e o que ela pegou emprestado no banco. O ROIC mostra quanto de lucro ela tira de cada R$100 desse caixa total, não importa de qual bolso veio. É a nota de quem sabe fazer dinheiro render de verdade, sem depender de truque de financiamento.Bom: ≥ 10%▶

Por que importa

Mostra se o negócio em si é bom, sem importar como foi financiado. É mais honesto que o ROE para comparar empresas.

Como ler

Acima de 10% indica uma operação que cria valor de verdade. A pergunta-chave: o ROIC supera o custo da dívida? Se sim, crescer enriquece o sócio.

Cuidado

ROIC abaixo do custo da própria dívida é uma armadilha: a empresa cresce e empobrece ao mesmo tempo.

ROA · Retorno sobre os AtivosJunte tudo que a empresa tem pra trabalhar: prédios, máquinas, estoque, o dinheiro no caixa. O ROA mostra quanto de lucro ela consegue espremer de cada R$100 desse monte de bens. É a resposta pra pergunta: ela aproveita bem o que tem na mão, ou tem muita coisa parada pegando poeira?Bom: ≥ 5%▶

Por que importa

Mostra se a empresa é leve ou pesada. Uma consultoria gera lucro com pouca coisa (um notebook e gente boa); uma siderúrgica precisa de fábricas gigantes pro mesmo resultado. O ROA separa quem depende de muito ferro de quem faz dinheiro no talento.

Como ler

Acima de 5% é razoável. Mas não dá pra comparar banana com maçã: banco e indústria pesada vivem com ROA baixinho (1% a 2%) e isso é normal pra eles; varejo e serviço costumam ter bem mais.

Cuidado

Só compare ROA entre empresas do mesmo ramo. A quantidade de bens que cada setor precisa muda tanto que comparar uma rede de lojas com uma mineradora não diz nada.

Margem Bruta · Lucro nas VendasDe cada R$100 que a empresa vende, quanto sobra depois de pagar só o custo de fazer o produto (matéria-prima, a mão de obra da fábrica). É o primeiro filtro: o que resta antes de entrar aluguel, marketing, imposto e o resto da conta.Bom: ≥ 30%▶

Por que importa

Mede o poder de preço. Quando a empresa cobra bem mais do que gasta pra produzir, é sinal de marca forte ou de um produto que ninguém copia fácil. É a diferença entre vender água com gás e vender um perfume de grife.

Como ler

Acima de 30% é confortável, mas varia demais de ramo pra ramo: software passa de 80% (copiar um programa custa quase nada), supermercado vive com 20%. Por isso só compare empresas parecidas.

Cuidado

Margem bruta boa não garante lucro no fim. Ainda falta pagar um monte de conta lá embaixo (escritório, juros, imposto). Dá pra ter margem bruta linda e mesmo assim fechar o ano no vermelho.

Margem EBITDA · Lucro Operacional PuroDe cada R$100 que a empresa vende, quanto sobra só do esforço de tocar o negócio, antes de pagar os juros do empréstimo, o imposto e antes de descontar o desgaste de máquina e prédio. É o lucro do trabalho em si, limpo das contas que vêm depois.Bom: ≥ 20%▶

Por que importa

Mostra a saúde do negócio principal, limpa de efeitos financeiros e contábeis. Ótima para comparar empresas com dívidas diferentes.

Como ler

Acima de 20% é saudável na maioria dos setores. O sinal mais importante é a tendência: estável ou subindo trimestre a trimestre.

Cuidado

EBITDA ignora o desgaste dos ativos e a dívida — uma empresa pode ter EBITDA lindo e ainda assim dar prejuízo no fim.

Margem Operacional · Eficiência OperacionalDe cada R$100 vendidos, quanto sobra depois de pagar todas as contas de tocar o negócio no dia a dia (produzir, vender, administrar), mas antes de acertar com o banco e com o leão. É o lucro da operação pura, antes de juros e imposto entrarem.Bom: ≥ 15%▶

Por que importa

Diz se o negócio em si dá lucro, sem a dívida e os impostos atrapalharem a leitura. É olhar a empresa trabalhando, antes do efeito das contas financeiras.

Como ler

Acima de 15% é positivo. Um truque: o tombo da margem bruta até aqui mostra quanto pesam escritório, vendedores e administração. Quanto maior a queda, mais gordura na estrutura.

Cuidado

Pode dar um tranco por causa de um gasto que só acontece uma vez (uma demissão grande, uma multa). Olhe o caminho ao longo do tempo, não um trimestre solto.

Margem Líquida · Lucro FinalDe cada R$100 de receita, quanto vira lucro de verdade no bolso, depois de pagar absolutamente tudo.Bom: ≥ 10%▶

Por que importa

É a linha de chegada: mostra quanto do que a empresa vende realmente sobra para os sócios.

Como ler

Acima de 10% é saudável (varia por setor). O que conta é ser positiva e consistente — é esta margem que usamos no “lucro por trimestre” do ranking.

Cuidado

Cuidado com salto que veio de uma venda que não se repete: a empresa vendeu um prédio, o ano pareceu brilhante, mas o negócio em si não melhorou. Um pulo isolado merece desconfiança.

LPA · Lucro por AçãoImagine o lucro do ano inteiro como uma pizza, e cada ação como uma fatia. O LPA é o tamanho da sua fatia: quanto desse lucro cabe em uma única ação. Sozinho, o número diz pouco. O que vale ouro é ver a fatia crescer ano após ano.Bom: positivo e crescente▶

Por que importa

É a base do P/L e o jeito de comparar a rentabilidade de empresas com quantidades de ações diferentes.

Como ler

Esqueça o número solto e olhe a tendência: um LPA que sobe ano após ano é a marca de uma empresa que enriquece o acionista.

Cuidado

Pode subir só porque a empresa recomprou ações (menos ações dividindo o mesmo lucro), sem o negócio ter melhorado.

Dívida Líquida / EBITDA · Tempo para Quitar a DívidaPensa na dívida da empresa como um financiamento. Esse número diz quantos anos ela levaria pra quitar tudo se juntasse cada centavo que o negócio gera e jogasse só na dívida, sem gastar com mais nada. É a mesma conta de quem calcula em quantos salários pagaria todo o cartão.Bom: ≤ 2x▶

Por que importa

É o termômetro nº 1 de endividamento. Diz se a dívida está sob controle ou se virou uma bola de neve.

Como ler

Até 2x é saudável; de 2x a 4x exige atenção; acima de 4x preocupa. Negativo é o sonho: a empresa tem mais caixa do que dívida.

Cuidado

Em setores muito previsíveis (energia, saneamento) dá para conviver com dívida maior; em setores cíclicos, a mesma dívida é perigosa.

Dívida Líquida / PL · Alavancagem FinanceiraCompara o tamanho da dívida com o dinheiro que é dos próprios donos. É como olhar a sua casa e ver quanto ainda é financiamento e quanto já é seu de fato. Mostra o quanto a empresa se apoia em dinheiro emprestado pra funcionar.Bom: ≤ 1x▶

Por que importa

Mostra o quanto a empresa depende de dinheiro emprestado, e não do bolso dos donos, pra rodar.

Como ler

Abaixo de 1x ela deve menos do que vale pros donos, situação confortável. Quanto mais alto, mais o resultado fica na mão dos juros: se a taxa sobe, aperta.

Cuidado

Dívida não é vilã automática. Com juro baixo e um negócio que rende, ela é gasolina pra crescer mais rápido. O perigo mora no excesso, quando a parcela vira âncora.

Liquidez Corrente · Capacidade de Pagar ContasSe o dinheiro e os bens que a empresa transforma em caixa rápido dão pra cobrir as contas que vencem no próximo ano. É a mesma coisa de olhar a sua conta do banco e ver se ela cobre os boletos que estão chegando.Bom: ≥ 1,2▶

Por que importa

Mede o fôlego de caixa: o risco de a empresa ficar sem dinheiro pra tocar o dia a dia, mesmo sendo lucrativa no papel.

Como ler

Acima de 1,2 sobra folga. Abaixo de 1 acende a luz amarela: as contas que vencem logo já são maiores do que a empresa tem em mãos pra pagar.

Cuidado

Banco e supermercado recebem na hora e pagam o fornecedor depois, então vivem bem com liquidez baixa. Pra eles, isso é normal, não sinal de perigo.

Liquidez Seca · Capacidade Real de PagamentoA mesma conta da liquidez corrente, só que tirando o estoque da jogada. Por quê? Porque mercadoria parada na prateleira nem sempre vira dinheiro rápido, e às vezes nem vira. É a versão mais desconfiada do fôlego de caixa.Bom: ≥ 1,0▶

Por que importa

É a visão mais pé no chão do fôlego de caixa: conta só com o que é certo, sem apostar em vender o estoque que pode encalhar.

Como ler

Acima de 1,0 é positivo. Quanto mais perto esse número estiver da liquidez corrente, menos a empresa depende de vender estoque pra pagar as contas.

Cuidado

Um buraco grande entre a liquidez corrente e a seca entrega estoque encalhado: muita coisa parada que a empresa torce pra vender. Comum em loja e indústria.

Cobertura de Juros · Folga para Pagar JurosQuantas vezes o que a empresa lucra na operação daria pra pagar só os juros da dívida dela. É como ver se a parcela do empréstimo cabe no seu salário com folga, ou se ela come quase tudo e não sobra pra respirar.Bom: ≥ 3x▶

Por que importa

Mostra se a empresa paga os juros com folga ou se eles estão sufocando o resultado.

Como ler

Acima de 3x é confortável. Abaixo de 1,5x é perigoso: quase todo o lucro está indo embora só para pagar juros.

Cuidado

Quando os juros do país sobem, esse número piora rápido para empresas endividadas — acompanhe a tendência.

P/L · Preço em Anos de LucroImagine comprar uma padaria que lucra R$10 mil por ano. Se você paga R$80 mil por ela, são 8 anos de lucro pra recuperar o que gastou. O P/L é isso com ações: quantos anos de lucro a empresa levaria pra te devolver o preço que você pagou.Bom: 5x – 20x▶

Por que importa

É o medidor de preço mais famoso da bolsa. Ajuda a sentir se a ação está cara ou barata perto do tanto que a empresa lucra de verdade.

Como ler

De 5 a 20 é faixa comum em empresas já maduras. P/L de 8 quer dizer “8 anos de lucro pra se pagar”. Quanto menor, mais barata a ação parece à primeira vista.

Cuidado

P/L baixo nem sempre é pechincha: às vezes está barato porque a empresa está afundando e o mercado já percebeu. E pra quem dá prejuízo o número nem faz sentido (fica negativo ou maluco).

P/VP · Preço vs. Valor ContábilToda empresa tem um valor “no papel”: é tudo que ela possui menos tudo que deve, anotado nos livros de contabilidade. Esse número compara o preço que o mercado cobra pela ação com esse valor de papel. Abaixo de 1, você paga menos do que a empresa vale nos livros. Acima, está pagando pela marca, pela expectativa, por algo que o papel não consegue medir.Bom: 0,5x – 3x▶

Por que importa

Compara o que você paga com o que a empresa “vale no papel”. Muito usado em bancos e seguradoras.

Como ler

Abaixo de 1 você paga menos que o valor de livro (pode ser desconto); de 0,5x a 3x é a faixa comum na maioria dos setores.

Cuidado

Empresa de marca e tecnologia vale muito mais que o papel (P/VP alto é normal); P/VP baixo pode esconder ativos que valem menos do que dizem.

EV/EBITDA · Preço da Empresa vs. Caixa GeradoQuando você compra uma casa financiada, o preço de verdade não é só a entrada que você dá: é a entrada mais a dívida que vem junto. Com empresa é igual. O preço cheio dela são as ações mais a dívida. Esse número compara esse preço cheio com o caixa que o negócio gera por ano, pra sentir em quanto tempo a empresa “se paga”.Bom: ≤ 10x▶

Por que importa

É o múltiplo favorito dos profissionais porque leva a dívida em conta — compara empresas de forma mais justa que o P/L.

Como ler

Abaixo de 10x costuma ser atrativo para empresas maduras. Quanto menor, mais rápido a empresa “se paga” com o caixa que gera.

Cuidado

Como usa EBITDA, ignora o desgaste de máquinas e prédios — pode parecer barato em negócios que reinvestem pesado.

EV/Receita · Preço da Empresa vs. ReceitaO preço cheio da empresa (as ações somadas à dívida) dividido por tudo que ela fatura no ano. É um jeito de medir o preço quando a empresa ainda lucra pouco ou nada e o lucro não serve de régua.Bom: ≤ 3x▶

Por que importa

É a régua que socorre quando o P/L não funciona, tipo numa empresa nova que cresce a mil mas ainda não dá lucro. Sem lucro pra dividir, a gente olha o faturamento.

Como ler

Abaixo de 3x é comum em empresas em expansão. Mas só vale comparar entre negócios bem parecidos, senão é laranja com limão.

Cuidado

Faturar muito não é lucrar: dá pra vender um caminhão de coisa e ainda torrar dinheiro. Por isso olhe sempre junto com as margens, pra ver se a venda vira lucro.

PEG · Preço vs. CrescimentoUma ação que parece “cara” pode valer a pena se ela cresce rápido. O PEG faz exatamente essa conta: pesa o quanto a ação custa contra o quanto o lucro dela aumenta por ano. É a diferença entre pagar caro num carro velho e pagar caro num carro que vai dobrar de valor.Bom: ≤ 1▶

Por que importa

Resolve uma dúvida comum: aquele P/L “alto” se justifica? Empresa que cresce rápido pode valer um preço maior.

Como ler

Abaixo de 1 sugere ação barata para o tanto que ela cresce; acima de 2 costuma indicar otimismo esticado no preço.

Cuidado

Depende de uma projeção de crescimento que pode não se realizar — lixo entra, lixo sai.

Dividend Yield · Rendimento em DividendosPensa numa ação como um imóvel que rende aluguel. O dividend yield é o “aluguel” que ela pagou no último ano, medido sobre o preço que custa hoje. Se a ação custa R$100 e pagou R$6 em dividendos, o yield é 6%.Bom: ≥ 4% a.a.▶

Por que importa

É a renda que pinga na sua conta sem você precisar vender nada, só por ser sócio. É o coração de quem investe pensando em receber ao longo do tempo.

Como ler

Acima de 4% ao ano costuma chamar atenção. Empresa madura e estável tende a pagar mais; empresa jovem que está crescendo paga quase nada, porque prefere reinvestir, e tá tudo bem nisso.

Cuidado

Yield altão (10% ou mais) pode ser cilada: às vezes o preço da ação desabou porque o negócio piorou, e isso infla o número. Ou foi um pagamento extraordinário que não se repete no ano seguinte.

Payout · Quanto Distribui do LucroQuando a empresa lucra, ela escolhe: reparte com os sócios ou guarda pra crescer. O payout é a fatia que ela manda pra fora, pro seu bolso, em vez de reinvestir. Payout alto costuma ser empresa madura que distribui renda; baixo é empresa jovem juntando pra crescer. Os dois servem, depende do que você procura.Bom: 30% – 70%▶

Por que importa

Revela o perfil da empresa: distribuidora de renda (payout alto) ou reinvestidora que busca crescer (payout baixo).

Como ler

De 30% a 70% é equilibrado. Acima de 80% sobra pouco para crescer; muito baixo pode frustrar quem busca renda hoje.

Cuidado

Payout acima de 100% significa que distribuiu mais do que lucrou — insustentável se virar hábito.

CAGR Receita · Crescimento Anual da ReceitaO ritmo médio com que a empresa aumentou as vendas por ano, ao longo de alguns anos. É como tirar a média de quanto o seu salário subiu por ano numa década: ignora o solavanco de um ano ou outro e mostra a tendência de fundo.Bom: ≥ 8% a.a.▶

Por que importa

Diz se a empresa está vendendo cada vez mais. É o primeiro sinal de um negócio que ganha espaço, em vez de encolher.

Como ler

Acima de 8% ao ano é forte. O mínimo aceitável é crescer mais que a inflação; se cresce menos que ela, a empresa está encolhendo de verdade, só disfarçado pelos preços subindo.

Cuidado

Vender mais sem lucrar mais não adianta nada (é trabalhar de graça). Olhe esse crescimento sempre ao lado do crescimento do lucro.

CAGR Lucro · Crescimento Anual do LucroO ritmo médio com que o lucro da empresa cresceu por ano, ao longo de alguns anos. Não é o quanto ela vende, é o quanto realmente sobra, crescendo de forma constante.Bom: ≥ 10% a.a.▶

Por que importa

É o que mais pesa pro sócio no longo prazo: empresa que faz o lucro crescer ano após ano tende a valer mais com o tempo.

Como ler

Acima de 10% ao ano é ótimo. O ideal é o lucro crescer junto ou mais rápido que as vendas: sinal de que a empresa aprendeu a fazer mais dinheiro com o mesmo esforço.

Cuidado

Cuidado com a ilusão do ano-base ruim: se o ano de partida foi péssimo, qualquer recuperação parece um crescimento gigante, mesmo que a empresa só tenha voltado ao normal.

Free Cash Flow · Caixa LivreÉ o que sobra no fim do mês depois que a empresa pagou todas as contas e ainda separou o tanto pra não enferrujar (trocar máquina, manter a loja de pé). É o equivalente ao que sobra do seu salário depois do aluguel, do mercado e da manutenção do carro: o dinheiro de fato livre. Difícil de maquiar, ou tem na conta, ou não tem.Bom: > 0▶

Por que importa

É o caixa que pode virar dividendo, abater dívida ou bancar crescimento. Muito mais difícil de “maquiar” que o lucro contábil.

Como ler

Positivo e crescente é o ideal. Quem gera caixa livre tem liberdade; quem não gera vive pedindo dinheiro emprestado.

Cuidado

Pode ficar negativo num ano de investimento pesado — o que até pode ser bom, se o investimento der retorno depois.

FCF Yield · Rendimento Real em CaixaO dinheiro que de fato sobrou no caixa (depois de tudo pago e investido) comparado com o preço da empresa inteira. É o dividend yield turbinado e mais honesto: em vez do que ela escolheu pagar, mostra o que ela realmente conseguiu gerar de dinheiro vivo.Bom: ≥ 5%▶

Por que importa

Mostra o retorno em dinheiro de verdade que a empresa gera pra quem compra a ação hoje. É mais difícil de maquiar que o dividend yield, porque olha o caixa que entrou, não a conta de pagar dividendo.

Como ler

Acima de 5% costuma ser atrativo. Quanto maior, mais caixa vivo a empresa entrega pra cada real que você paga por ela.

Cuidado

Um único ano pode enganar: um investimento pesado derruba o número, vender um imóvel infla. Olhe a média de alguns anos pra ter a foto verdadeira.

Giro do Ativo · Eficiência no Uso dos BensQuanto a empresa vende pra cada R$1 de bens que tem. Pensa numa banca de pastel: ela usa o mesmo tabuleiro e a mesma fritadeira o dia inteiro, vendendo muito com pouca coisa. Esse número mede isso, o quanto a empresa faz a estrutura dela “rodar”.Bom: ≥ 0,5x▶

Por que importa

Revela se a empresa faz os bens girarem ou se tem muita coisa cara parada rendendo pouco, tipo um galpão vazio ou uma máquina ligada meia hora por dia.

Como ler

Acima de 0,5x é positivo. Loja gira rápido (vende muito sobre pouco bem); indústria pesada gira devagar (precisa de fábricas caras). Por isso só compare dentro do mesmo ramo.

Cuidado

Girar rápido com margem magra (o supermercado) e girar devagar com margem gorda (a grife) podem chegar no mesmo lucro no fim. Um não é melhor que o outro sozinho, são dois caminhos pro mesmo lugar.

CCC · Ciclo de CaixaQuantos dias a empresa fica no vermelho entre pagar o fornecedor e receber do cliente. É o aperto de quem compra a feira pra revender e só recebe semana que vem: nesse meio-tempo, o dinheiro saiu e ainda não voltou. Quanto menor, menos caixa parado a empresa precisa. Negativo é o sonho: ela recebe antes mesmo de pagar.Bom: ≤ 60 dias▶

Por que importa

Quanto menor, menos capital de giro a empresa precisa — sobra mais dinheiro livre para outras coisas.

Como ler

Abaixo de 60 dias é eficiente. Negativo é excelente: a empresa recebe antes de pagar (o segredo de muitos varejistas).

Cuidado

Ciclo crescendo pode ser estoque encalhado ou cliente atrasando pagamento — vale investigar.

Dimensões econômicas

· 9

As notas parciais que, somadas com peso, viram a Nota única de 0 a 10.

Rentabilidade · Peso 18% na NotaMede o quão bem a empresa transforma dinheiro e vendas em lucro (junta ROE e ROIC, olhando a média dos últimos 2 anos com peso maior no recente, comparada com os pares do mesmo setor). É a pergunta mais básica de um bom negócio: ela faz o dinheiro render?▶

Por que importa

É uma das maiores fatias da Nota, e não é à toa: rentabilidade alta e constante é o coração de uma boa empresa.

Como ler

Nota alta aqui é uma empresa que sabe virar capital e venda em lucro de verdade, não só movimento.

Crescimento · Peso 10% na NotaOlha o crescimento do lucro por dois ângulos: o ritmo (o CAGR dos últimos anos) e a regularidade (há quantos anos seguidos o lucro cresce). Não premia o foguete de um ano só — premia quem não para de crescer.▶

Por que importa

Empresa que cresce o lucro de forma consistente tende a valer mais lá na frente. Crescer sempre vale mais que crescer muito uma vez.

Como ler

Nota boa aqui é um negócio em expansão constante, ganhando terreno ano após ano, em vez de parado no tempo ou vivendo de arrancos.

Endividamento · Peso 10% na NotaOlha o tamanho da dívida e o fôlego pra pagá-la (junta Dívida/PL e Dívida/EBITDA, comparadas com os pares do mesmo setor). É o check-up das contas: ela deve dentro do que aguenta, ou está com a corda no pescoço?▶

Por que importa

Dívida fora de controle é o que mais quebra empresa boa. Esta dimensão é o freio de segurança da Nota.

Como ler

Nota alta é dívida sob controle, sono tranquilo. Nota baixa acende o alerta de fragilidade, a empresa fica refém dos juros.

Geração de Caixa · Peso 18% na NotaMede o dinheiro de verdade que entra pela operação (junta caixa operacional e caixa livre, os dois em proporção da receita, na média dos últimos 2 anos). Não é lucro no papel, é dinheiro vivo que dá pra ver na conta.▶

Por que importa

Lucro no papel é uma coisa, dinheiro na conta é outra. O caixa forte é o que paga dividendo, abate dívida e banca o crescimento de verdade.

Como ler

Nota boa aqui é empresa que gera dinheiro de verdade, não só lucro de planilha.

Valuation · Peso 7% na NotaAvalia se a ação está cara ou barata perto do que a empresa entrega (junta P/L e P/VP, comparados com a base inteira). É a pergunta do preço: vale o que estão pedindo?▶

Por que importa

Mesmo uma ótima empresa vira mau negócio se você pagar caro demais por ela.

Como ler

Nota alta é preço camarada perto dos fundamentos; nota baixa é ação esticada, cara pro que entrega.

Cuidado

É a dimensão mais volúvel: muda com o humor do mercado e com o preço do dia. Hoje cara, semana que vem barata, sem a empresa ter mudado nada.

Eficiência · Peso 10% na NotaMede a qualidade da operação: a margem operacional e o giro do ativo, na média dos últimos 2 anos e contra os pares do setor. É ver se a empresa é enxuta e aproveita bem o que tem, ou se desperdiça pelo caminho.▶

Por que importa

Empresa eficiente lucra mais com menos, e por isso aguenta melhor crise e concorrência apertando.

Como ler

Nota boa é operação enxuta, sem gordura, e com bom poder de cobrar pelo que vende.

Dividendos · Peso 10% na NotaOlha quanto a empresa paga de dividendos (o yield) e se ela consegue manter isso sem se sufocar (o payout). Não basta pagar bem, tem que dar pra continuar pagando.▶

Por que importa

Pra quem investe pensando em renda, é a dimensão que mais importa.

Como ler

Nota alta junta bom rendimento hoje com um payout saudável, que não rouba o dinheiro do crescimento de amanhã.

Liquidez · Peso 7% na NotaMede o fôlego de caixa pro curto prazo (junta liquidez corrente e seca). É a pergunta: a empresa paga as contas que vencem agora sem aperto?▶

Por que importa

Garante que a empresa paga as contas do dia a dia sem ter que sair correndo atrás de dinheiro.

Como ler

Nota boa é tranquilidade de curto prazo; nota baixa é risco de aperto de caixa, daqueles de não fechar o mês.

Estabilidade · Peso 15% na NotaMede se o resultado é previsível: quanto a margem líquida oscila em torno da própria média (últimos 3 anos, o recente pesando mais) e a constância do lucro trimestre a trimestre. É a diferença entre quem entrega sempre e quem vai aos trancos.▶

Por que importa

Lucro constante vale mais que um lucro alto e instável. É o que separa empresa sólida de aposta de cassino — e por isso esta dimensão é uma das que mais pesam na Nota.

Como ler

Nota alta é empresa que entrega de forma previsível, ano após ano, sem sustos. As melhores aqui ganham o selo ◆ Previsível.

Cuidado

Empresa que teve prejuízo em ano recente fica com a Nota final travada num teto (7, 6 ou 5, conforme quantos anos no vermelho). O tropeço pesa.

Agentes de análise

· 9

O que cada agente de IA investiga na página da empresa.

Análise de Research · A história da empresaConta a história da empresa em linguagem de gente: o que ela faz, de onde tira o dinheiro e por que ela merece (ou não) a sua atenção. É o “quem é essa empresa, afinal?” antes de olhar qualquer planilha.▶

Por que importa

É o ponto de partida. Entender o negócio vem antes de qualquer número: planilha sem contexto não diz nada.

Como ler

Procure a tese central: o motivo de a empresa existir e crescer, em uma frase.

Precificação · Está cara ou barata?Responde uma pergunta só: a ação está cara ou barata hoje? Pra isso, compara o preço que o mercado pede com o que a empresa vale pelos números dela.▶

Por que importa

Boa empresa pelo preço errado vira mau negócio. Este agente cuida do “quanto custa”.

Como ler

Olhe o veredito (cara, justa ou barata), o preço-alvo e o potencial de valorização (o tal do upside, quanto poderia subir até o preço justo).

Cuidado

Barata não quer dizer boa pra comprar. Às vezes está barata justamente porque o negócio vai mal e o mercado já sentiu o cheiro. É a cilada do value trap, o barato que sai caro.

Resultados · Como foi o trimestreLê o último boletim trimestral da empresa: o lucro, as margens e como ela evoluiu de um trimestre pro outro. É o “como foi o último capítulo” do negócio.▶

Por que importa

É a notícia mais fresca da empresa. Mostra se ela vem entregando o prometido ou decepcionando trimestre a trimestre.

Como ler

Repare na tendência das margens e na firmeza do lucro, não só no número de um trimestre solto.

Análise Setorial · Contra os concorrentesColoca a empresa em campo contra os rivais: quem são os concorrentes e como ela se sai na briga. Porque ninguém joga sozinho, e ser bom depende de contra quem você compara.▶

Por que importa

Uma empresa só é boa comparada com as outras. Ser a líder de um setor pujante é uma coisa; ser a lanterninha de um setor encrencado é bem outra.

Como ler

Veja se a empresa é a líder, a desafiante ou só mais uma seguindo a fila, e se o setor inteiro está crescendo ou minguando.

Projeções · O que vem pela frenteTenta enxergar pra onde os números da empresa apontam daqui pra frente. Não é bola de cristal: é seguir a direção que o histórico vem desenhando.▶

Por que importa

Investir é olhar pra frente. Este agente tenta ler a tendência, em vez de dirigir só pelo retrovisor.

Como ler

Trate como cenário, não como certeza: são caminhos prováveis com base no histórico.

Cuidado

Projeção é palpite embasado, não certeza. O futuro pode desmentir tudo. Vale mais como bússola apontando o rumo do que como número cravado.

Saúde Financeira · Quão sólida ela éFaz o check-up financeiro da empresa: o tamanho da dívida, o quanto de caixa ela gera e a firmeza das contas. É o exame de sangue que diz se o negócio está forte ou anêmico.▶

Por que importa

É o exame que diz se a empresa aguenta um tombo ou se vive no fio da navalha.

Como ler

Empresa saudável tem dívida sob controle, gera caixa e tem fôlego pra pagar as contas com sobra.

Macro · Juros, dólar e inflaçãoExplica como o clima econômico do país (juros, dólar e inflação) sopra a favor ou contra a empresa. É o vento: a mesma empresa rema mais fácil ou mais difícil dependendo dele.▶

Por que importa

Nenhuma empresa vive numa bolha. O ambiente econômico empurra a favor ou contra, queira ela ou não.

Como ler

Veja se o momento de juros e dólar joga a favor ou contra ela. Uma exportadora ama dólar alto; uma empresa endividada sofre com juro alto.

Encaixe na Carteira · Combina com você?Avalia se essa empresa combina com você: com o seu perfil e com o que você já tem guardado. É a prova do “serve pro meu pé?”, porque sapato bonito no tamanho errado machuca.▶

Por que importa

A melhor ação do mundo pode não combinar com os seus objetivos e com o quanto de risco você topa correr.

Como ler

Pense em perfil e em não colocar tudo no mesmo cesto: essa ação completa o que você já tem ou empilha mais risco do mesmo tipo?

Síntese Executiva · Juntando tudoJunta a leitura dos 8 agentes numa visão só: a capa do dossiê, com o panorama final. Em vez de oito análises soltas, uma conclusão costurada.▶

Por que importa

É onde tudo se junta: a conclusão geral, em vez de oito pedaços espalhados.

Como ler

Comece por aqui pra ter o panorama; depois mergulhe nos agentes que mais te interessam.

Cuidado

Mesmo consolidada, é uma leitura gerada por inteligência artificial, sem revisão humana, e tem fim informativo. Não é recomendação de compra ou venda.

B3 e mercado

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A bolsa brasileira, os órgãos e os termos do dia a dia.

B3 · A bolsa brasileiraÉ a feira oficial onde as ações das empresas brasileiras são compradas e vendidas. Como uma grande feira livre, só que de pedacinhos de empresa em vez de frutas.▶

Por que importa

É o lugar onde você de fato vira sócio de uma empresa, comprando um pedaço dela.

CVM · O xerife do mercadoÉ o xerife do mercado: o órgão do governo (Comissão de Valores Mobiliários) que fiscaliza a bolsa e mantém a ordem na cidade pra ninguém passar a perna no investidor.▶

Por que importa

É ela que obriga as empresas a abrir os números e protege o investidor de fraude e conversa fiada.

Cuidado

Por regra da própria CVM, nenhuma análise aqui pode dizer “compre” ou “venda”. A gente só informa e explica; a decisão é sempre sua.

Ibovespa · O termômetro da bolsaÉ o termômetro da bolsa: um número que resume, na média, como foram as ações mais negociadas do dia. Quando dizem “a bolsa subiu 2%”, é dele que estão falando.▶

Por que importa

É a referência pra saber se a bolsa subiu ou caiu no dia, e pra comparar como o seu dinheiro foi frente à média do mercado.

ANBIMAÉ a associação onde bancos, corretoras e gestoras combinam entre si as regras de boa conduta. Funciona como um conselho de classe que define o que pode e o que pega mal no mercado.▶

Por que importa

Define boas práticas e as certificações de quem cuida do seu dinheiro, tipo um diploma que o gerente precisa ter.

ITR e DFP · Relatórios obrigatóriosSão os boletins oficiais que toda empresa de bolsa é obrigada a entregar: o ITR é o trimestral (de três em três meses) e o DFP é o anual completo, o fechamento do ano inteiro.▶

Por que importa

São a fonte oficial e auditada dos números. Toda a análise daqui bebe dessa água, não de boato de internet.

Ticker · O código da açãoÉ o apelido da ação na bolsa, o código curtinho pra achar e negociar: WEGE3, ITUB4, VALE3. Como a placa de um carro, ele identifica de qual ação você está falando.▶

Por que importa

É por ele que você acha e compra a ação. O número no fim conta o tipo: 3 costuma ser ordinária (com direito a voto) e 4, preferencial (com prioridade no recebimento).

RI · Relações com InvestidoresÉ a área de Relações com Investidores: o balcão oficial onde a empresa fala com quem é (ou quer ser) sócio. De lá saem os resultados, as apresentações e os avisos importantes.▶

Por que importa

É onde a empresa fala oficialmente com o acionista: comunicados, apresentações e os tais “fatos relevantes” (avisos que podem mexer no preço).

Ações e renda variável

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O básico de ser sócio de uma empresa pela bolsa.

Ação · Um pedaço da empresaÉ um pedacinho de uma empresa. Quem tem ações é dono de uma fatia dela, por menor que seja, e ganha junto quando o negócio cresce e dá lucro.▶

Por que importa

É o jeito de o seu dinheiro crescer junto com bons negócios, em vez de ficar parado encolhendo com a inflação.

Cuidado

Ser sócio vale nos dois sentidos: você também leva parte do prejuízo. O preço pode cair e não existe garantia de retorno.

Valor intrínseco · Valor justoO valor que uma empresa “deveria valer” pelos seus fundamentos — lucros, patrimônio e capacidade de gerar caixa —, independente do preço que a ação marca na bolsa hoje.▶

Por que importa

Preço é o que você paga; valor é o que você leva. Comparar os dois ajuda a enxergar se a ação está cara ou barata em relação ao que a empresa entrega.

Como ler

Se o preço está bem abaixo do valor estimado, pode haver uma oportunidade (a famosa “margem de segurança”). Se está bem acima, o mercado pode estar pagando caro por expectativa.

Cuidado

É uma estimativa, não um número exato: cada método (fórmula de Graham, fluxo de caixa descontado…) chega a um valor diferente, e todos dependem de premissas que podem não se confirmar. Use como bússola, nunca como certeza, e jamais como recomendação de compra ou venda.

Dividendo · Sua parte do lucroÉ a sua parte do lucro: quando a empresa ganha dinheiro, ela reparte uma fatia em dinheiro vivo com os sócios. Cai na sua conta só por você ser dono de um pedaço dela.▶

Por que importa

É renda que pinga na sua conta só por ser sócio, sem precisar vender a ação. Dinheiro trabalhando enquanto você dorme.

JCP · Juros sobre Capital PróprioÉ um primo do dividendo: também é a empresa repartindo lucro com você, que é sócio. A diferença está só no imposto, que já vem descontado antes de cair na sua conta. No fim, é dinheiro pingando no seu bolso por você ser dono de um pedaço do negócio, só com uma etiqueta fiscal diferente.▶

Por que importa

Na prática chega como renda na sua conta, só com tributação diferente da dos dividendos.

FII · Fundo ImobiliárioÉ um condomínio de investidores que junta dinheiro pra comprar imóveis (shoppings, galpões, lajes de escritório) ou papéis do ramo, e divide o aluguel entre todos, em geral todo mês.▶

Por que importa

É um jeito de virar “dono de imóvel” com pouco dinheiro e receber aluguel sem a dor de cabeça de inquilino, reforma e IPTU atrasado.

ETF · Fundo de índiceÉ uma cesta pronta de ações que você compra de uma vez só, como um carrinho de feira já montado. Em geral ela copia um índice, tipo o Ibovespa, então você leva um pouquinho de muita empresa numa tacada.▶

Por que importa

Com uma única compra você espalha o dinheiro em dezenas de empresas, sem ter que escolher uma a uma. Simples pra quem está dando os primeiros passos.

Valor de Mercado · O tamanho da empresaÉ o preço da empresa inteira pelos olhos do mercado: pega o preço de uma ação e multiplica por todas as ações que existem. É a “etiqueta de preço” do negócio completo.▶

Por que importa

Mostra o porte da empresa. As gigantes (as tais blue chips) tendem a balançar menos; as pequenas costumam ser mais arriscadas e dar mais susto pra cima e pra baixo.

Como lemos & outros

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Como a plataforma calcula e exibe as coisas.

Nota (0 a 10) · O boletim finalÉ o boletim da empresa resumido num número só, de 0 a 10. A gente olha 9 áreas dos fundamentos e tira uma média com peso, onde o que importa mais conta mais. Dois detalhes que fazem diferença: a Nota olha o filme dos últimos 2 anos (o trimestre recente pesa mais que o antigo, não é só a última foto) e compara cada empresa com os pares do mesmo tipo de negócio — banco com banco, elétrica com elétrica.▶

Por que importa

Resume em segundos a qualidade dos fundamentos históricos, pra você comparar empresas com menos achismo e mais base. E a régua é dura de propósito: nota 9+ é raridade, não regra.

Como ler

Quanto maior, mais sólida a empresa se mostrou ao longo do tempo. Pesa mais o que importa mais pra quem pensa no longo prazo: geração de caixa, rentabilidade e estabilidade do resultado.

Cuidado

Empresa que deu prejuízo em ano recente fica com a nota travada num teto (7, 6 ou 5, conforme quantos anos no vermelho). E, importante: a Nota olha o passado e tem fim educacional. Não é recomendação de compra ou venda.

Perfil Justa × Rigorosa · As duas notasA mesma empresa recebe duas notas com réguas diferentes. A Justa é a equilibrada: pra tirar 10 num quesito, basta estar entre os 25% melhores dos pares. A Rigorosa é o filtro impiedoso: só o top 10% pontua alto, ser mediano já vale zero no quesito, e oscilação custa mais caro.▶

Por que importa

A distância entre as duas educa: empresa com Justa alta e Rigorosa baixa depende de boa fase. As que seguram nota nas duas réguas são as que entregam sempre.

Como ler

O ranking usa a Justa. Na página da empresa você vê as duas lado a lado — quanto menor a diferença, mais sólida a empresa.

Selo de cobertura (A/B/C) · Quanto dado sustenta a notaMostra quanto dos dados necessários a nota realmente teve pra ser calculada. Selo A é nota completa (90%+ dos dados); B é a maior parte; C é cobertura parcial — e aí a nota fica travada em no máximo 7. Com menos da metade dos dados, a empresa fica sem nota.▶

Por que importa

É honestidade com o que falta: nota alta calculada com pouco dado engana. O selo diz o quanto dá pra confiar no número.

Como ler

Banco e seguradora não têm alguns indicadores por natureza do negócio (margem industrial, por exemplo) — isso não derruba o selo deles, porque não é falta de transparência.

Selo ◆ Previsível · As que entregam sempreMarca as empresas de resultado comprovadamente estável: a margem oscila menos de 10% em torno da própria média e houve lucro em todos os trimestres recentes reportados. É raro — pouquíssimas da base carregam o selo.▶

Por que importa

É o oposto do hype. Enquanto o mercado empurra a ação da moda do mês, o selo aponta quem entrega de forma chata e constante — que é como patrimônio se constrói.

Como ler

O selo aparece ao lado do ticker no ranking e na página da empresa. Ele não diz que a ação é barata nem que vai subir: diz que o resultado dela é previsível.

Cuidado

Previsibilidade passada não garante futuro — e selo não é recomendação de compra ou venda.

Consistência (8 trimestres) · Coluna do rankingDe cada 8 trimestres (os últimos 2 anos), em quantos a empresa fechou no lucro. Cada símbolo é um trimestre, como carimbos numa cartela: quanto mais cheia de lucro, melhor.▶

Por que importa

Lucro repetido trimestre após trimestre é sinal de negócio firme, não de um golpe de sorte.

Como ler

▲ lucro com margem subindo · ● lucro estável · ▼ lucro com margem caindo forte · ● vermelho é prejuízo. 8/8 é nota 10.

Cuidado

Aqui “margem” quer dizer margem líquida (o lucro dividido pela receita).

Lucro/Ano · Coluna do rankingEm quantos dos últimos anos a empresa terminou no azul, ou seja, dando lucro em vez de prejuízo.▶

Por que importa

É o teste de resistência: o que conta não é lucrar num ano bom, é não quebrar quando a maré vira.

Como ler

5/5 anos quer dizer que a empresa atravessou todos eles de pé, sem nenhum ano no vermelho.

Perfil de Risco · Conservador a arrojadoÉ o quanto de sobe-e-desce você aguenta sem perder o sono, em troca de um retorno maior. Vai do conservador (prefere segurança e dormir tranquilo) ao arrojado (topa mais risco mirando mais ganho).▶

Por que importa

Define o que combina com você. Investir contra o próprio perfil quase sempre acaba mal: na primeira queda, o medo manda vender no pior momento.